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A região Centro-Oeste permanece como potência do agronegócio brasileiro

O Centro-Oeste continua sendo o maior polo de produção de grãos do Brasil. É o que revela os dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a participação de cada Município no cenário do agronegócio brasileiro em 2020. Entre os dez Municípios líderes, apenas dois estão fora do Eixo Mato Grosso-Goiás-Mato Grosso do Sul. Os números ressaltam o enorme potencial estratégico do Cerrado na produção agrícola nacional.


O destaque ficou para o Município de Sorriso, Mato Grosso, intitulado de “capital brasileira do agronegócio”, que ocupou a primeira colocação, com R$ 5,3 bilhões em produção agrícola; números impulsionados pelo complexo soja e milho, que figuram como principais culturas. Outra curiosidade interessante é posição de vice-líder ocupada pela cultura do milho, que não superava o complexo da cana-de-açúcar desde 2008.


Em Goiás, o destaque ficou para o Município de Cristalina, na sétima colocação, com R$ 3,44 bilhões, e Rio Verde, que ocupou o nono lugar, com R$ 3,32 bilhões em valor de produção. O Município do sudoeste goiano representa o maior polo na produção de grãos do Estado e também se destaca da produção nacional de sorgo. Já Cristalina, impulsionado pela agricultura irrigada, figura como líder nacional da produção de alho e cebola, e conta também com excelente colocação nas produções de tomate, batata inglesa e feijão.


Os dados revelam o forte potencial da agricultura irrigada em alavancar o valor da produção agrícola no Estado, já que os polos irrigantes, em razão da elevada produtividade e alto valor agregado dos produtos, superaram as regiões tradicionais na produção direcionada apenas ao complexo soja e milho.


Outro destaque fica para a classificação dos Estados líderes em 2020. Apesar de figurar com 8 dos 10 Municípios de maior valor na produção agrícola nacional, entre os Estados do Centro-Oeste, apenas Mato Grosso está na lista dos cinco maiores em valor de produção. Esses números mostram o contraste entre a produção agrícola baseada predominantemente em commodites e um agronegócio mais diversificado e industrializado, como nos Estados de São Paulo e Paraná. Goiás ocupa a sexta colocação.


Conclui-se, portanto, que o Centro-Oeste continuará sendo o principal ator do agronegócio brasileiro nos próximos anos, com potencial de crescimento ainda altíssimo. Investimentos em tecnologia, logística e infraestrutura irão garantir elevada produtividade e aumento contínuo da produção. Além disso, a possibilidade de conversão de pastagens em lavoura, aliada à ampliação da agricultura irrigada, poderá garantir avanço ainda mais significativo do agronegócio na região central do Brasil.

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